quinta-feira, 19 de maio de 2011

Como educar?




Convênio entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos), querem levar às escolas um kit que contém: Caderno “escola sem homofobia”, um conjunto de seis boletins, cinco áudio visuais, um cartaz pra escola, carta pro educador e educadora, embalagem onde está o material.

O kit tem como finalidade a educação contra a homofobia dos nossos pequenos, será dado à crianças de 7 a 10 anos.
Nos vídeos, um fala de um homossexualismo, outro fala da bissexualidade e outro da transexualidade. Há uma foto de dois meninos com no máximo 6 anos se beijando. E na narração de um dos vídeos o narrador fala que ao ser bissexual você tem uma maior chance, oportunidade de conhecer a pessoa que te dará mais prazer.

Tem-se toda a polêmica se é necessário mesmo que haja esse tipo de conhecimento em escolas, se os nossos pequenos precisam mesmo que o Estado os eduquem.
Será mesmo que o caminho para a educação sem preconceitos deve ser tão direto assim?
Eu concordo que deva haver sim uma educação na escola que crie uma base, mas não uma opinião formada.
Acredito que na escola a criança deve aprender que ela não pode discriminar o coleguinha porque o coleguinha preferiu colorir a árvore de azul enquanto ele preferiu colorir de verde, isso seria a base, ele saberia que cada um tem um gosto, que ele não precisa entender, mas que não é problema dele e nem vai afetar a vida dele os gostos alheios. O importante é que ele se preocupe com sua pintura e pronto. Com os seus afazeres e pronto.

Acho estranho que seja preciso introduzir nas crianças dessa idade conhecimentos sobre sexualidade, independente se hetero ou não. Crianças com essa idade tem que se preocupar em brincar, em aprender, em sorrir, em amar o coleguinha sem pensar em sexo, ou qualquer tipo de relação que leve à sexual.

Por isso acho que pode-se falar de preconceito sim, mas falar de algo que diga que cada um tem sua escolha, e eu não posso discriminar alguém porque escolheu o lápis de cor azul, e eu gosto de verde. Acho que teria que ser nesse nível e não ir direto ao ponto, e introduzir uma realidade à crianças, que nem adultos são obrigados a entender


sábado, 23 de abril de 2011

França proíbe uso do véu islâmico




A França decidiu por proibir o uso do véu islâmico integral, aquele que deixa a mostra apenas os olhos da mulher. A medida visa a identificação das mulheres em lugares públicos. Mas e a privacidade, e o direito de escolha, e a liberdade de expressão, e o direito de ir e vir, e o direito a religião?

É uma decisão no mínimo polêmica de um Estado que começa a traçar diretrizes que trazem conseqüências até cruéis para seus cidadãos.
Quando pensamos do porque mulheres mulçumanas usam os véus, vemos que não é apenas uma roupa que escolhemos parar sair por aí, mas sim um estilo de vida, uma visão do mundo, uma educação familiar, uma religião que dita sua vida ...

E então um Estado pode mudar sua vida, sua religião, sua educação, seus modos, sua escolha, sua família, seus pensamentos, sua filosofia de vida ...? Simplesmente porque querem sua identificação nas ruas?

Mas é válido lembrar que as mulheres islâmicas não se negam a mostrar seus rostos quando é necessário, como em aeroportos, ou qualquer lugar publico que precise conferir documentos.

Muitos acreditam que seria a liberdade das mulheres, podendo andar como bem quiser, e se livrando de seu esconderijo, mas é necessário lembrar que é uma religião que elas aceitam, e acreditam, e são felizes. Não podemos julgar o nosso modo de viver como melhor. Um dia ouvi uma mulher mulçumana responder a uma pergunta sobre não mostrar seu corpo, seu rosto como forma também de agradar seus maridos. E a resposta foi a seguinte: “Cada povo tem seu modo de vida, e sabe o que gostar. Enquanto nós nos preservamos, vocês brasileiras desfilam nuas em carnavais para agradar seus homens”

O que essa medida pode trazer é uma exclusão ainda maior das mulheres mulçumanas, não consigo ver que estas se sujeitaram a uma imposição tamanha do Estado, e ficarão ainda mais em seus lares, e cada vez mais excluídas ...


terça-feira, 8 de março de 2011

Democracia, cadê?



No dia 17 de fevereiro de 2011, estudantes estavam manifestando contra o aumento de 11% da passagem de ônibus em frente a prefeitura quando policiais os repreenderam com golpes de cassetete e bombas de gás lacrimogêneo. A cidade é enorme, e você pode pegar quatro ônibus dentro do prazo de 3 horas com essa única passagem. Ficamos 1 ano sem mexer no preço. Seria justo que aumentasse seeee houvesse melhoras nas ruas e nos ônibus, que houvesse mais linhas alternativas... mas nada disso tem.
Por isso é dever da população ir à busca dessas melhorias, e é obrigação do estado, como democrático de direito, deixar que haja manifestações. Isso foi algo autoritário e anti democrático.

E o trabalho da polícia?



Vi muitas pessoas contra esse ato da polícia, uma pressão tão forte que os responsáveis foram até afastados por estarem fazendo seu trabalho, engraçado, quando o policial faz de tudo pra pegar um bandido, tudo mundo aplaude, mas quando é um outro policial e mulher o discurso muda? Bandido é bandido, e deve ser tratado da mesma forma, policiais tem que achar provas pra punir e tirar das ruas os que a poluem.
Policiais homens podem revistar mulheres quando se tem certeza que a prova do crime está com a mulher. E eles estavam certos, usaram de uma certa violência porque ela não estava deixando com que fosse efetuada a revista. Até aí considero tudo certo. Mas o que pode ser questionado não é a revista em si, mas sim filmar, se todas as revistas forem gravadas, acaba assim a privacidade das pessoas. Maaas por outro lado, é palavra de policial contra policial, portanto quanto mais provas melhor.

Política, afinal quem faz?



É triste saber que quem coloca esses "canalhas consagrados" lá, somos nós! Nós, o povo, que xinga, bate, cobra, grita, chora quando seu time de futebol perde, mesmo esse time não lhe dando nada. Mas quanto a política, aquela que deveria nos dar emprego, saúde, educação... nós, o povo, nem queremos saber, e elegemos um palhaço pra nos representar, re elegemos os "canalhas consagrados", nos conformamos que a política é ruim, viramos as costas e voltamos a cobrar dos nossos jogadores de futebol.

Carnaval, bom ou ruim?



Ao ver esse vídeo, fiquei um tanto intrigada, se podemos generalizar o carnaval dessa forma.
Não querendo puxar sardinha pro meu lado, mas Recife ainda tem aquele carnaval popular, aquele carnaval de rua, aquele carnaval pro povo, aquele carnaval onde ainda há música boa, ainda há música de verdade, dá espaços pra novos músicos, não posso dizer que em Recife se cala a música boa como se diz no vídeo, no Recife podemos apreciar o Maracatu, o Samba, o Frevo, o Rock, o Mangue, o Clássico, a mistura de tudo isso... fiquei de boca aberta ao ver a Orquestra da Bomba do Hemetério que mistura com uma sutileza, com uma delicadeza, e até uma agressividade, a ciranda, o frevo, o rock... e os músicos são guiados por um maestro que os rege com o corpo, uma expressão corporal incrível; não posso deixar de falar também do Marcelo D2 em um tributo a Bezerra da Silva; e como esquecer de Nação Zumbi? E o Vitor Araujo em seu piano, junto com Vinicius Sarmento com seu violão de Sete Cordas e Lucas dos Prazeres com sua percussão tocando frevo no meio da praça? Fora tantos outros artistas de verdade que esperam um evento nessa proporção pra fazer o povo, aquele povão escutar música boa, escutar música nova, escutar a música que é calada o ano inteiro. Não é de todo assim, claro. Há músicas ruins, há festas caras, há violência... nem tudo só tem lado ruim, ou só lado bom. Mas nas escolhas tem-se conseqüências, se quero fazer uma festa cultural, na rua, de ‘graça’, com artistas da cidade tenho que saber como proceder pra que isso dê certo, quais são as pessoas que vão, e como se comportam, portanto lá vem a preocupação com hospitais, com segurança... Assim temos que saber o que queremos, queremos cultura ou seria melhor que esse dinheiro destinado a essas festas fossem para investimentos na cidade, naquele mesmo povo que ta lá pulando, se divertindo, esquecendo que em sua casa em muitas vezes não se tem aquela boa alimentação, enquanto ele contribui para aquela festa. É triste se deparar com uma escolha entre cultura ou investimentos sociais. Mas o engraçado é que o povo já escolheu, quando acorda cedo pra pular o bloco, quando passa horas e horas lá andando, se divertindo, pulando, gritando, dizendo que é o melhor carnaval do mundo, querendo mais, escolhendo quem quer ver, quem quer no carnaval, qual música escutar, cobrando até da prefeitura, das organizações, o que seria melhor, mais divertido... Maas quando se fala de política? Reclama até pra votar, reclama que não tem político bom, reclama de tudo... mas só reclama, ou nem reclama, só se conforma, quer saber o que vai ter no carnaval, se o time de futebol ta bom, e pronto! Ou melhor, as vezes até votam em protesto, olha aí os votos do Tiririca.

Apresentação

Pé da Prosa

O que fala esse blog?
Pois bem, esse blog tem o propósito de expor 'lados', opiniões de certos assuntos. Mas o que o blog quer mesmo é propor uma conversa ao leitor.
Quero começar um assunto, e que juntos, em uma conversa, contando com seus comentários, possamos a chegar em uma opinião, ou várias, mas todas respeitadas, um blog enfim com o desejo de se fazer pensar, com o desejo de se fazer ouvir, ou melhor ler.

Por isso o nome Pé da Prosa; Pé: raiz, base... Prosa, conversa.
Espero que seja bom pra você. ; )